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    Ônibus Espacial: Sistemas – Descrição nível 2

    Sistema de propulsão III - Final

    Os três motores principais são foguetes de propelente líquido reutilizáveis, de alta performance, e com empuxo vetorado. O combustível utilizado é o hidrogênio líquido e o oxidante é o oxigênio líquido. Os dois propelentes são carregados em recipientes separados, dentro do tanque externo, e são alimentados aos motores principais sob pressão.

    A unidade de controle de empuxo vetorado recebe comandos dos computadores de bordo (GPCs) e transmite comandos para os atuadores hidráulicos das tubeiras. As unidades eletrônicas de controle são montadas na baía de aviônicos na parte traseira da fuselagem.

    Os atuadores hidráulicos são utilizados para movimentar as tubeiras (variar a direção do empuxo). Existem dois servoatuadores por motor, um para arfagem e outro para guinada. Eles convertem os sinais eletrônicos em posição na sua servoválvula que irá, então, direcionar a pressão hidráulica para o respectivo pistão que movimenta a tubeira. O status de pressão de cada servoválvula é transmitido de volta para as unidades eletrônicas de controle de empuxo vetorado. Se houver um “desalinhamento” entre a posição da válvula e o comando transmitido, os computadores consideram aquele atuador inoperante.

    O sistema de controle e gerenciamento de propelente consiste de linhas de distribuição, válvulas e sensores pelos quais os propelentes líquidos passam do tanque externo para os motores principais e os propelentes gasosos dos motores principais para o tanque externo. Os propelentes gasosos são usados para pressurizar o tanque externo. Todas as válvulas e sensores do sistema são controlados pelos computadores de bordo (GPCs) e são comandadas e atuadas elétrica ou pneumaticamente.

    O sistema de hélio dos motores principais consiste de uma série de tanques, reguladores de pressão, linhas de distribuição, válvulas e sensores. O sistema fornece o gás hélio que é usado para: limpar o selo intermediário da turbo-bomba de alta pressão de oxigênio e o pré-queimador, para atuar as válvulas pneumáticas e para pressurizar as linhas de propelentes antes da reentrada.

    OK, pessoal! Acho que já chega de sistema de propulsão!

    Gostaria de aproveitar e registrar aqui a minha satisfação em ver tantas comemorações no Brasil, na semana passada, pelos 50 anos do lançamento do Sputnik. Realmente temos muito que comemorar pelo sucesso do trabalho realizado pela humanidade na pesquisa espacial.

    Grande abraço a todos.

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Marcos Cesar Pontes

Marcos Pontes é o primeiro astronauta brasileiro. Após oito anos em treinamento com a Nasa (agência espacial americana), ele tripulou a Missão Centenário, criada pela Agência Espacial Brasileira para a execução de experimentos nacionais (cientificos e educacionais) a bordo da Estação Espacial Internacional, em março de 2006. Atualmente, ele continua à disposição do programa espacial brasileiro, participando de vários projetos espaciais no Brasil e no Centro Espacial Johnson da Nasa, em Houston, Texas.






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