Dificuldades aéreas |
| Jamil Bittar/Reuters |
Justamente na época em que comemoro um ano do meu vôo espacial, não imaginei que ia ter dificuldades para fazer um vôo atmosférico. Mas foi o que aconteceu quando tentei, hoje de manhã, pegar um vôo de Brasília a São Paulo.
Como muita gente no Brasil todo, eu levantei cedinho, fui para o aeroporto na esperança de voar, peguei uma filona... até descobrir que meu vôo foi cancelado. Deu uma canseira, e tive uma experiência interessante com os
paparazzi, que registraram meu estado de espírito.
Resultado: fiquei em Brasília mais um dia -- estou neste momento num shopping aqui e espero partir amanhã de manhã. Mas já perdi, hoje, às 10h da manhã, em São Carlos, o lançamento do livro "Os Melhores Testes Airsport", de Fernando de Almeida. É um livro muito legal, com um resumo dos melhores ensaios que ele fez, e eu redigi o texto da capa. Não puder estar lá, mas fazer o quê?
Nessas horas fico pensando em como as pessoas estão se sentindo, perdendo compromissos importantes e passando horas sofríveis até conseguir embarcar -- isso, se conseguem.
Como reagir? Acima de tudo, é preciso ter bom humor. O espírito do brasileiro, felizmente, é esse, senão teríamos problemas muito maiores nos aeroportos. De toda forma, aos mais esquentados é importante lembrar que as pessoas que trabalham no atendimento, as pessoas que estão ali tendo de explicar toda a confusão, não têm nada a ver com o problema. Não adianta fazer baderna. Apesar de todos os transtornos, é preciso ter paciência e esperar as soluções aparecerem. Sempre com muita serenidade.