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Curiosidade: por onde passará a sua temperatura!
Uma das grandes vantagens da pesquisa espacial é a geração de produtos secundários, os chamados "spinoffs", que são imediatamente usados em atividades "terráqueas" e que surgem no caminho do desenvolvimento de alguma tecnologia para fins espaciais.
Esta semana fiquei sabendo, por exemplo, que uma pílula testada pelo Senador John Glenn em seu vôo no Discovery na missão STS-95, em 1998 (no ano em que cheguei aqui na Nasa), está sendo produzida e utilizada comercialmente.
Trata-se de uma pílula que tem um termômetro e um transmissor no seu interior. Uma vez ingerida, a pílula-termômetro começa a transmitir a temperatura interna do corpo para acompanhamento em situações dinâmicas, quando não é possível parar a atividade para monitorar a temperatura com termômetros comuns. Isso ocorre, por exemplo, durante uma EVA (atividade extraveicular, no espaço) ou durante jogos de futebol e maratonas. Nesses casos, existe grande esforço físico, podendo, potencialmente, gerar níveis de superaquecimento perigosos, que colocam em risco a vida do astronauta ou do atleta.
Depois de algumas horas, a pequena cápsula é eliminada normalmente pelo corpo, junto com as fezes.
Parece engraçado, mas em breve pode ser algo comum nos hospitais também! Já pensou?
Até a próxima!