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Sucesso da ciência brasileira no espaço!
Quando a Soyuz em que voltava da Estação Espacial Internacional (ISS) pousou no Cazaquistão, eu e os outros astronautas fomos imediatamente retirados pela equipe de apoio para os procedimentos médicos.
Apesar de a descida ter ocorrido com segurança, eu só pensava nos experimentos que voltavam naquela viagem. Gostaria de tê-los retirado de lá. Contudo, os técnicos instruídos pela Energia -- empresa russa que constrói as naves Soyuz -- já haviam se posicionado para resgatar nossas "bagagens".
Desde aquela época, não havia tido um novo contato com os experimentos. No entanto, ontem (21), tive a felicidade de reencontrar cada um dos pesquisadores no seminário da Agência Espacial Brasileira que apresentou os resultados desses estudos.
Soube que a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) leva a todo vapor as pesquisas sobre as bactérias irradiadas na ISS. Já o pessoal da Universidade de Santa Catarina (UFSC) que preparou os "evaporadores capilares" conseguiu qualificar esse experimento e mostrar que ele auxilia no controle térmico de equipamentos espaciais, podendo servir como sistema de refrigeração de satélites no futuro.
Na apresentação da Embrapa, a última do primeiro dia do seminário, ficou demonstrado que as sementes da árvore gonçalo-alves tiveram maior desenvolvimento que aquelas do laboratório.
Hoje (22) o evento continua, com as exposições do Centro Universitário da FEI, UFSC (minitubos de calor), CenPRA e experimentos escolares. Aguardem novidades!
Colaboração: Fabiana - AEB (Agência Espacial Brasileira)