A volta do lenço de Santos-Dumont
Hoje (23) é um dia muito especial. Acabamos de comemorar o dia do Centenário do primeiro vôo do mais pesado que o ar. Comecei o dia viajando. Decolei de Brasília ao nascer do sol e segui para o Tocantins, para a cidade de Palmas. Conversei durante quase duas horas com centenas de pessoas e jovens. Conheci pessoas maravilhosas.
Foi muito bom em todos os sentidos. Conheci o ponto central do Brasil. Vi um estado novo, que floresce em esperanças e trabalho. Senti a energia dos jovens. Felicidade verde-e-amarela. Crença no futuro. Espero voltar um dia com mais calma e aproveitar as belezas que a natureza oferece no local.
Enquanto escrevo estas linhas, estou a bordo de uma pequena aeronave Sêneca, voando entre Palmas e Brasília, encarando alguns CBs (nuvens tipo Cumulus-Nimbus – tempestades). O pequeno avião mostra sua raça, vibrando e jogando, de um lado para outro, para cima e para baixo, atravessando espessas camadas de chuva e algum gelo. Recordações dos vôos de Xavante, no Esquadrão Centauro em Santa Maria (RS).
Logo mais, às 19h horas, estarei em São Paulo, na Fiesp, fazendo a devolução formal do lenço original de Santos-Dumont que levei comigo para o espaço. Uma relíquia que trago em minha mão, neste exato momento. Não confiaria deixá-lo aos cuidados de ninguém até que volte para junto da família do nosso pai da aviação. Turbulências e CBs à parte, é muito grande o meu orgulho de ser brasileiro, conterrâneo de Santos-Dumont, esse herói e gênio da humanidade!
O lenço será entregue ao sobrinho bisneto de Santos-Dumont, o empresário Marcos Villares, que deverá deixá-lo exposto em museu, para que todos os brasileiros possam ver e admirar essa verdadeira preciosidade do patrimônio histórico nacional: o único objeto pessoal de Santos-Dumont que esteve em órbita do planeta!